segunda-feira, 30 de março de 2015

VAI TER BLOG SIM!!!1

Título em letras garrafais mesmo para ser compreendido por todos, até pela grande parte duvidosa de mim. 

Sou da geração que escrevia diários a punho, tenho uma coleção vergonhosa deles escondidos em diversas caixas de papelão. Também sou da geração que passou a conhecer as maravilhas da internet, e se surpreender com suas possibilidades. Minha transição papel - teclado ainda está em processo. Gosto de digitar, poder brincar com gifs e criar tipografias diferentes no photoshop - tudo pra deixar esse diário virtual, que é o blog, mais com a minha cara. Porém também gosto de escrever na folha de papel, ver minha caligrafia mudando de acordo com meu humor, notar o amassado das folhas e me recordar o motivo disso ter acontecido. 

São duas plataformas bem diferentes para se expressar, e gosto de dizer que posso habitar os dois mundos sem maiores problemas. Tenho mais de dois blogs: o dot3heart que é coletivo, o ataraxis que é completamente público, e o pixie que é privado e só meu. E tenho mais de cinco cadernos/agendas/diários, e esses eu não consigo classificar tão fácil assim. Existem aqueles com pensamentos e desejos ocultos que estão bem escondidos, e aqueles com pensamentos mais triviais que ficam jogados pela minha mesa. De qualquer forma, todas essas unidades de armazenamentos de palavras são especiais para mim. 

Por isso me sinto pessoalmente atacada quando escuto comentários do tipo "blog é pra gente desocupada". Com a tecnologia e a facilidade de criar um blog é comum nos depararmos com milhares deles, dos mais diversos assuntos, e ao invés de pensar: "quanta perda de tempo", eu só consigo ficar maravilhada com a quantidade expressiva de diários pessoais. É como se fosse uma biblioteca de conteúdo ilimitado, uma festa do pijama aonde todos seus amigos levam seus diários e compartilham seus pensamentos. Então isso de gente desocupada é a coisa mais ridícula que escutei. Somos muito ocupados, tão ocupados que precisamos de um lugar para falar de tudo que vemos e fazemos. Portanto, vai ter blog sim! E se depender da minha boa vontade vai ter blog pra sempre. Porque talvez não todo dia, mas em algum momento vai acontecer algo novo, vou descobrir um livro legal, ou uma série viciante e vou querer falar a respeito. É importante ter recordações. Vou querer olhar pra trás e poder ver o que fazia e o que curtia há alguns meses atrás. Quais eram meus sentimentos, e como pensava a respeito de alguma coisa.



Essa postagem faz parte da blogagem coletiva do Rotaroots, um grupo super maneiro que está tentando trazer de volta aquela vibe *blog* de alguns anos atrás. 


sexta-feira, 27 de março de 2015

Life beyond Disney

Sou chata quando o assunto é Disney. Mais chata ainda quando o assunto não é Disney, mas insistem em dizer ao contrário. Durante os dez primeiros anos da minha vida eu basicamente respirava filmes animados, e até hoje consigo cantar todas as músicas (com um empurrãozinho prévio, obviamente). Embora quando criança eu não soubesse sobre toda a indústria por trás dos filmes, quando fiquei mais velha e quis criar uma coleção nostálgica percebi que nem todos meus filmes favoritos eram da poderosa Disney, mas isso importa muito pouco já que a qualidade dos filmes é boa o suficiente para serem confundidos como filmes desse grande studio.

Thumbelina - Golden Filmes | 1992

Um dos primeiros filmes que assisti quando criança foi A Polegarzinha, o que explica muito o fato de ser um dos meus contos favoritos do Hans Christian Andersen. Insisti tanto nesse filme que meus pais até começaram a me chamar pelo apelido da protagonista, e na época não era fácil assistir várias vezes o mesmo filme como é hoje. Rebobinar, gente. Era um terror. 

Anastacia - Fox Animation Studios | 1997

Esse filme é a causa de toda minha obsessão com a Dinastia Romanov, se hoje eu fico a procura de livros sobre a realeza russa é culpa da Fox. Esse filme chegou as minhas mãos graças as tentativas de entretenimento da minha mãe, que passava horas nas locadoras procurando algo pra ocupar o meu tempo e dos meus irmãos. 

Quest for Camelot - Warner Bros. Animation | 1998

Em outra andança da minha mãe por locadoras ela encontrou essa joia. Lembro como se fosse ontem, eu e meus irmãos jogados na cama dos meus avós assistindo esse filme pela terceira vez, e forçando minha mãe e minha tia a assistirem também. Foi a primeira vez que tive vontade de saber como seria um livro sobre o filme, e desde então faço coleções sobre histórias da Távola Redonda. 

O Caldeirão Mágico - Walt Disney Pictures | 1985

É aqui que a coisa fica levemente complicada. Depois de tantas surpresas do tipo "oh isso não é da Disney" eu podia apostar dinheiro que esse filme também era de outro lugar, mas ainda bem que não apostei. Essa fofura em forma de animação não só é da Disney como é um bom filme da Disney,  mas infelizmente é esquecido. Acho que pelo fato de não ter tanta música, ser um pouco sombrio e não ter a princesa como personagem central. O que é irônico já que é tudo isso que me faz adorá-lo. 

Reading Challenge - GOODREADS

Normalmente não me tento cumprir "metas" literárias porque sou péssima trabalhando sob pressão, gosto das coisas no meu tempo e sem prazo de limite. Porém, tendo que lidar com novos papeis sociais acabei deixando pra trás meu papel de leitora, e assim percebi que estava precisando de um incentivo para voltar a ler. 

Em um ano bem irresponsável li um total de 62 livros, e quanto mais velha eu fico mais difícil de chegar a este número de novo. Vendo o desafio de 2015, no goodreads, decidir criar um pequeno desafio, just to get me going. Estou me propondo a ler 30 livros este ano, e de acordo com o site já estou atrasada em 7. Dei uma olhada nos desafios de algumas pessoas e cheguei a conclusão que sim, é um número baixo para quem está acostumado a ler muito. Porém não tenho mais o luxo de perder horas dentro de páginas de livros, a não ser talvez se for algo de Freud ou Piaget.


Honestamente falando, eu espero não só conseguir bater essa meta mas também ultrapassa-la, não só pelos livros que estão sendo lançados mas também por todos os livros que estão aqui na minha estante, paradinhos esperando a sua vez. É muito livro interessante pra pouco tempo!